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Francisco Reis foi um nazareno natural do Maio. Emigrou para Moçambique (Maputo) por causa da pobreza da terra. Quando procurava trabalho em que pudesse servir ao Senhor de forma prática, a Sociedade Bíblica contratou-o. Aonde quer que ele fosse para vender Bíblias, quer na rua quer nas casas, ele introduzia o livro sempre com o seu testemunho. Recrutou os seus dois filhos adolescentes para o ajudarem neste trabalho.
O pai e os filhos eram enviados com freqüência à prisão. Ali vendiam Bíblias aos guardas. Muitas vezes as igrejas locais os afiançavam fora da prisão, mas Reis nunca deixou de vender Bíblias. O Pastor dele era o Rev. Acácio Pereira, que antes fora padre, mas depois estudou no Seminário Nazareno de Cabo Verde.
Reis foi um "líder" entre os leigos na Igreja Portuguesa de Maputo. Abria semanalmente a sua casa para os serviços dos arredores. Como resultado, uma igreja veio a desenvolver-se nas proximidades da sua casa, na Rua Guiné. Todos admiravam a coragem dele, o seu amor pelos outros e a sua fé inquebrantável.
Com a chegada da independência, em 1975, as igrejas em Moçambique foram fechadas, suas propriedades confiscadas e os cristãos atormentados. Francisco viu-se obrigado a interromper a venda de Bíblias. Foi um milagre como a família dele conseguiu sobreviver com esta perda total de rendimentos. Ainda assim, conseguiram preparar comida, que ele levava aos missionários Revs. Arrnand Doll e Hugh Friberg, os quais se achavam presos. Os guardas recebiam a comida e depois batiam a porta com força na cara dele. Mas o irmão Reis não se importava. Continuava a levar-lhes comida.[1]
O Irmão Francisco Reis, mais tarde, regressou a Cabo Verde e continuou a ser um obreiro ativo na Igreja de Maio, ilha onde viveu até seus últimos dias.[2]
Paul S. Dayhoff
Este artigo é reproduzido, com permissão do livro Living Stones In Africa: Pioneers of the Church of the Nazarene, edição revisada, direitos do autor © 1999, por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos reservados.
Este artigo foi traduzido da língua inglesa por Rev. António Barbosa Vasconcelos, pastor cabo verdiano.