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Durante a década de 1920, a Pastora Rabeca Mandlate veio a Njatigue à procura de alimentação espiritual. Então um dia pediu que se fizessem cultos em casa dela. Não havia ninguém para dirigir: portanto, ela sugeriu que ela mesma dirigisse os cultos. "Afinal", disse ela, "pregar quer dizer ler a Bíblia e explicar ao povo o que ela quer dizer.". Desta maneira tornou-se pregadora e pastora, trazendo o seu povo até a missão um domingo de cada mês.
Por duas vezes as autoridades advertiram-na que não batesse mais no pedaço de ferro da linha de comboio que ela usava a fim de chamar o povo para as reuniões. Foi levada ao tribunal, que ficava a 32 quilômetros, e disseram-lhe que se ela não parasse com isso, havia de ir à prisão. No domingo seguinte, ela tocou o sino ao nascer do sol, como de costume, a chamar o povo para oração antes de iniciar as atividades normais no Dia do Senhor.
Alguns meses depois, foi chamada outra vez ao tribunal. Desta vez levou a sua esteira, comida, Bíblia e o hinário em preparação para ficar. De fato ela foi encarcerada. Todos os dias à tarde, depois do trabalho, reunia-se com as outras mulheres presas, lia e explicava a Bíblia, cantava e orava. Por isso foi chamada de novo e ameaçada; então, mandaram-na para casa. Ela continuou a fazer os cultos e nunca mais foi chamada a responder. Esta veio a ser a congregação em Matumanhane, uma extensão da igreja em Mabunganine (Guetsemane).
[1] O Sr. Stefano Mandlate arrependeu-se nos cultos dela. Eles se casaram e ele tornou-se pregador. A igreja dela em Matumanhane continuou a crescer e o Sr. Stefano Mandlate veio a ser pastor ali.[2] Durante a guerra civil, a Sra. D. Rabeca Mandlate foi morta a sangue frio, uma noite, em sua própria casa.[3]
Paul S. Dayhoff
Este artigo é reproduzido, com permissão do livro Living Stones In Africa: Pioneers of the Church of the Nazarene, edição revisada, direitos do autor © 1999, por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos reservados.
Este artigo foi traduzido da língua inglesa pelo Rev. Roy Henck, missionário reformado para Cabo Verde, e pelo Rev. António Barbosa Vasconcelos, pastor cabo-verdiano.